Drenagem Linfática
Drenagem Linfática
Facial e Corporal
O que é a drenagem linfática?
Drenagem linfática é uma técnica de massagem manual desenvolvida nos anos 30 pelo terapeuta dinamarquês Vodder, e sua esposa, com o objetivo de tratar afecções crônicas das vias respiratórias superiores.
O que é?
Sua finalidade principal é esvaziar os líquidos exsudados e os resíduos metabólicos pelo meio de manobras nas vias linfáticas e nos linfonados.
As indicações da drenagem linfática tem-se ampliado, mas nem sempre são realizados de um modo correto.
Para que seja realizado de um modo correto e com finalidade científica é importante o conhecimento da anatomia e funcionamento do sistema linfático e a correta indicação da patologia.
Pode ser manual ou realizada por aparelhos.
O sistema linfático representa uma via auxiliar de drenagem do sistema venoso.
Líquidos provenientes do interstício (entre tecidos) são devolvidos ao sangue através da circulação linfática, que está ligada à circulação sangüinea e aos líquidos teciduais.
O Sistema Linfático é Composto por:
Linfa
Via linfáticas
• Capilares linfáticos
• Vasos linfáticos
• Troncos linfáticos
Tecidos Linfóides
• Gânglios linfáticos
• Baço
• Amídalas
• Timo
Quando ocorre traumatismo com secção (corte) de partes moles, ocorre a formação de novos vasos linfáticos. Assim, a exemplo dos casos de cirurgia que afetam os vasos linfáticos , a formação de novos vasos ocorre em uma semana, restabelecendo a drenagem.
Edema Persistente
Geralmente, quando ocorre lesão mais extensa, ou, em casos de infecção importante que venha a prejudicar a formação de novos vasos linfáticos, pode instalar-se um quadro de edema persistente.
A circulação sangüinea realiza um "circuito fechado". A circulação linfática de sua rede é imensa, constituída por "lagos" ou sinus no interior dos tecidos e dos órgãos, seguidos por vasos de diversos tamanhos , a rede linfática é duas vezes mais extensa que a rede sangüinea.
É uma circulação lenta. Perde velocidade com qualquer alteração nos tecidos que esmaguem os delicados vasos, como edemas, hematomas, contrações musculares, baixa pressão sangüinea e outras alterações.
É bastante ramificada ao nível de sua rede superficial, dérmica, que se interconecta com sua rede profunda, quanto ao nível de suas múltiplas conexões ganglionares.
A imunidade adquirida é conseqüência do tecido linfóide, localizado principalmente nos linfonodos, como também no baço, nas áreas submucosas do aparelho gastrintestinal, na medula óssea.
Devido à distribuição do tecido linfóide pelo corpo, os organismos invasores ou toxinas são indentificados antes que passem a se espalhar muito pelo corpo.
Os linfonodos são estruturas iumunologicamente ativas e estão organizadas em grupos no trajeto dos vasos linfáticos.
São eles:
• Cervicais
• Axilares
• inguinais
Há também os:
• os occipitais
• retro-auriculares
• parotídeos
• submandibulares
• mediastinais
• mesentéricos
• poplíteos
• e outros...
Quando a linfa passa pelos linfonodos, ela é filtrada de toda a substância estranha que fica "presa" no linfonodo.
A composição da linfa é bastante variável, pois ela vai coletando substância ao longo do seu trajeto pelo corpo.
Ação Fisiológica das Manobras de Drenagem
• Dinamização do peristaltismo dos coletores e, consequentemente, aumento do ritmo natural que se prolonga por horas após a drenagem.
• Desentupimento sistemático das vias de acesso à região afetada
• Suaviazação e "desfibragem" minuciosa da organização conjuntiva.
• Solicitação máxima da reabsorção
• Eliminação progressiva nas principais zonas de drenagem da estase (estagnação) dos tecidos e de todos os resíduos tóxicos resultantes do traumatismo.
Efeitos Positivos
• Melhor oxigenação
• Melhora a defesa e ação antiinflamatória
• Aumento do potencial reparador
• Dinamização de todos os processos catalisadores de uma boa cicatrização
Indicação Para Drenagem Linfática Corporal
Lipodistrofia ginóide (celulite) e gordura localizada pré e pós-cirurgia plástica e pós-lipoaspiração
Contra Indicações
Câncer, febre, afecções cutâneas, insuficiência cardíaca.
Indicações Estéticas da Drenagem Facial
• Pré e pós-cirurgia plástica
• Tratamentos de revitalização facial
A drenagem linfática é uma técnica de massagem que trabalha o sistema linfático, estimulando-o a trabalhar de forma rápida, movimentando a linfa até os gânglios linfáticos. Essa técnica foi desenvolvida em 1932 pelo terapeuta dinamarquês Vodder e sua esposa e, posteriormente, foi aprimorada tornando-se popular.
A linfa é o líquido existente nos vasos dos gânglios linfáticos. É caracterizada por sua viscosidade, ausência de cor, por conter substâncias orgânicas e inorgânicas, resíduos e toxinas.
A principal função da drenagem linfática é retirar os líquidos acumulados entre as células e os resíduos metabólicos. Ao serem retirados do local armazenado, tais substâncias são encaminhadas para o sangue através da circulação. Essa técnica também estimula a regeneração dos tecidos, melhora o sistema imunitário, é relaxante e tranqüilizante, combate a celulite e a gordura localizada e ainda melhora a ação antiinflamatória do organismo.
A drenagem linfática é realizada em dois processos, a evacuação, que consiste em desobstruir os gânglios e as demais vias linfáticas, e a captação, que consiste em realizar de fato a drenagem. De forma manual a drenagem é feita a partir de círculos com as mãos e com o polegar, movimentos combinados e pressão em bracelete. Por aparelhos, a drenagem é feita através de um sistema inteligente de computador que infla e desinfla uma espécie de bolsa que assim como a drenagem manual melhora a condição das linfas. É importante saber que essa técnica é contra-indicada para pessoas com infecções agudas, insuficiência cardíaca, trombose, hipertensão, câncer, asma brônquica e bronquite asmática.
MANUAL DA DRENAGEM LINFÁTICA
a criação da técnica de drenagem linfática manual pelo biólogo dinamarquês Emil Vodder e sua esposa Estrid Vodder em 1936, vários adeptos difundiram-na e transformou-se num dos principais pilares no tratamento do linfedema. Após longa experiência com técnicas de massagens, quando ambos trabalhavam em Cannes, Reviera Francesa, surgiu a drenagem linfática. Eles observaram que muitas pessoas apresentavam quadros gripais crônicos, nos quais detectava-se aumento dos linfonodos na região cervical. Após essa observação, executaram determinados tipos de movimentos de estimulação física (massagem), realizados na região envolvida e obtiveram a melhora do quadro apresentado. A partir dessa constatação desenvolveu-se a técnica de drenagem linfática manual, sistematizando alguns tipos de movimentos e orientando o sentido de drenagem.
Em 1936 a técnica foi publicada em Paris e após a publicação vários grupos assimilaram estes conceitos, os quais são utilizados até hoje.
a técnica foi divulgada nos congressos de estética, realizadas por esteticistas, biólogos e outros profissionais adeptos. Ultimamente tal técnica é parte importante no tratamento do linfedema. Os médicos estimulam sua prática aos fisioterapeutas e a outros profissionais afins, como terapeuta ocupacional e a enfermagem. Dentre os médicos que iniciaram a utilização dessa técnica destacam-se os trabalhos de Asdronk em 1963, que a incorporou como parte do tratamento médico, iniciando uma série de contribuições a esse procedimento. Nos meados de 1967 foi criada a sociedade de drenagem linfática manual, e a partir de 1976 ela foi incorporada a sociedade alemã de linfologia.
Dentre os principais grupos que utilizam esta técnica temos: Fõldi, Leduc, Casley-Smith, Ciucci, Mayall e outros, os quais acrescentaram suas contribuições pessoais, principalmente no tratamento de pacientes portadores do linfedema. No entanto, mantiveram os princípios preconizados por Vodder.
A necessidade de reavaliar em nível experimental os princípios da técnica levou Godoy & Godoy a desenvolver modelos hidrodinâmicos de drenagem e criou uma nova técnica de drenagem linfática.
Em 1999 descreveu essa nova técnica de drenagem linfática com o uso de roletes como mecanismo de drenagem, na qual questionou-se a utilização dos movimentos circulares preconizados pela técnica convencional e sugeriu a utilização dos conceitos da anatomia, fisiologia e da hidrodinâmica.
DESENVOLVIMENTO DAS TÉCNICAS DE DRENAGEM LINFÁTICA
O grande obstáculo foi conhecer a técnica de drenagem linfática onde as dificuldades nos levaram a fazer curso fora do país para interar sobre os princípios da drenagem linfática. Durante uma apresentação da Dra. Judith Casley Smith, minha esposa terapeuta ocupacional (TO) alertou-me sobre a possibilidade da utilização de materiais de adaptação da terapia ocupacional para facilitar a drenagem linfática A anatomia e a fisiologia do sistema linfático pareceram-nos uma idéia sedutora e passamos a estudar e desenvolver esta nova técnica. Os conceitos de anatomia, fisiologia, fisiopatologia e hidrodinâmica foram importantes nesta fase, assim como o preenchimento da reprodutibilidade científica tanto in vitro como in vivo e clínico. Iniciamos analisando cada movimento da técnica original de drenagem linfática (Vodder), e a possibilidade na reprodução desta técnica in vitro e in vivo. A partir daí identificamos que alguns movimentos deveriam ser revisto e seguir as regras da anatomia, fisiologia, fisiopatologia e hidrodinâmica do sistema linfatico.Desta forma desenvolvemos um novo conceito e técnica de drenagem linfática, simples e eficaz. Os principais movimentos da técnica de Vodder (círculos, semicírculos) foram substituídos por movimentos de drenagem que seguem o trajeto dos vasos. Os vasos linfáticos caminham em paralelo, facilitando o deslizamento de bastões, da mão ou de qualquer dispositivo flexível e maleável que possa ser adaptado para esta finalidade. Esta foi a grande contribuição à técnica de drenagem linfática. Outra característica foi a maior objetividade no ato de drenagem, optando pelas grandes correntes linfáticas, mas seguindo as normas estabelecidas por Vodder quanto ao sentido dos movimentos de distal para proximal. O uso de bastão (material adaptado de borracha siliconizada ou espuma) foi inicialmente o mais utilizando e, posteriormente, o deslizamento das mãos sobre a pele no trajeto das principais correntes linfáticas. Inicialmente para avaliação clinica da técnica seis pacientes foram acompanhados durante três anos com avaliação semanal. Os cuidados em relação à drenagem linfática na região cervical levaram-nos a reduzir os estímulos à região supraclavicular. Estes estímulos isolados já permitem a realização da drenagem linfática em todo corpo. Assim, evoluímos para a simplificação do estímulo na região supraclavicular, facilitando a drenagem na cervical e cabeça e trazendo maior segurança para evitar os estímulos na região do glômus carotídeo.
Surgiu dúvida quanto à forma de publicação da nova técnica, e optamos por dois livros. Outros trabalhos foram publicados em revistas especializados.
As figuras abaixo ilustram partes das pesquisas e evolução da nova técnica.
Varias pesquisas nos ajudaram a definir as normas para realização da técnica de drenagem linfática Godoy & Godoy:
Cuidados básicos:
1-Drenar sempre no trajeto dos principais coletores, no sentido do fluxo, seguindo os critérios da anatomia, fisiologia, fisiopatologia e hidrodinâmica
2-Iniciar sempre drenando as regiões proximais do sistema linfático correspondente ao trajeto a ser drenado
3-Identificar as vias derivativas de drenagem conhecendo a fisiopatologia de cada caso
4-A velocidade empregada é vital para evitar a lesão do sistema Outro conceito que surgiu com a evolução das pesquisas foi quanto ao que se diz desbloquear as cadeias linfonodais, que na realidade há um equivoco muito grande quanto a este conceito e que é mantido há décadas. Pois é impossível desbloquear manualmente um linfonodo obstruído. Estudo dinâmico com linfocintilografia mostra que a linfa passa através dos linfonodos com velocidade muito reduzida em relação ao que ela pode deslocar nos coletores linfáticos. Portanto, a função de “filtro” dos linfonodos limita a velocidade da linfa neste trajeto do sistema e qualquer força que se exerça para vencer poderá lesar o sistema.


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ROSA CANUTO — 06-08-2009 - 21:24:04 GMT 1